Obter sucesso
na gestão de um negócio é, de fato, um grande desafio. Este desafio exige que os
gestores estejam sempre muito bem preparados e disponham de expertises pessoais
e habilidades interpessoais, o que redunda em trabalho em equipe e adequadas
práticas de orientação. Ao final, bons gestores ou boas equipes gestoras contam
com características individuais e coletivas complementares, que ajudam
decisivamente no sucesso da administração empresarial, tais como criatividade,
inovação, boa formação (técnica e conceitual), atualização e acesso a
informações, disposição à comunicação, organização e trabalho coordenado,
capacidade de antecipação e de planejamento, espírito empreendedor, atitude e
esforço em prol do negócio.
Em outras
palavras, todo negócio deve garantir transparência à circulação das informações
e dispor de um staff capacitado, possuidor de habilidades específicas e
complementares.
Seja no
momento de constituir um novo negócio, ou na condução de um empreendimento, é
essencial contar com profundo conhecimento sobre o mesmo, para que seja possível
formular um apropriado posicionamento estratégico. É preciso elaborar análises
profundas do corebusiness e envidar esforços e recursos na atividade-fim;
conhecer as necessidades e até se antecipar às expectativas do cliente-alvo;
estudar o entorno do negócio para detectar fatores críticos de sucesso para o
empreendimento; e apurar oportunidades e ameaças que o
envolvem.
De posse
dessas importantes informações, passa-se à fase da análise estratégica, a partir
do levantamento de tendências e da formulação de cenários, definição de
ferramentas adequadas à gestão e organização da empresa. Tais referências
permitem construir uma base adequada para o planejamento estratégico, que será
referência às tomadas de decisão e ao desenvolvimento dos projetos do
empreendimento, de acordo com as necessidades e complexidades de cada
organização.
Tendo em mãos
o negócio estabelecido, é essencial acompanhar e gerenciar adequadamente
aspectos cruciais ao seu sucesso, tais como a gestão de pessoas e competências
(sempre com o intuito de valorizar e respeitar os colaboradores e profissionais)
e a política de marketing e relacionamento com todos os públicos da empresa
(fornecedores, colaboradores, agentes intermediários e, especialmente, os
clientes).
É preciso ter
sempre em mente que a empresa não é uma ilha voltada para a satisfação de suas
próprias necessidades específicas. Todo empreendimento está inserido em um
universo de relacionamentos e interdependências que a cada dia é ampliado,
especialmente com a globalização econômica e social. Assim, riscos e
oportunidades, além da ação responsável, devem ser sempre percebidos, avaliados
e ponderados com atenção para servirem como ferramentas de valorização e
efetivação de políticas administrativas que contribuam para que os resultados
esperados sejam atingidos.
Vale destacar
que a prática da responsabilidade socioambiental não é apenas um diferencial
competitivo ou uma ferramenta de marketing, mas, sim, um fator exigido das
empresas e entendido pelo consumidor e pela sociedade como obrigatório nos dias
atuais.
Os gestores
que se diferenciam preconizam atualmente: “As empresas devem ter foco no foco do
cliente". Isto é, devem desenvolver uma participação ativa nos cenários
empresarial, social, econômico e tributário, que extrapole as necessidades
pontuais por produtos ou serviços da clientela e aborde suas expectativas mais
amplas na cadeia. Assim, seu relacionamento deve ser focado no entendimento dos
negócios, dos relacionamentos e das necessidades dos clientes a partir de uma
ação continuada.
Gerir uma
empresa é, portanto, compreender não só a essência do negócio, em si, mas
perceber e processar movimentos, atitudes e tendências que envolvem toda a
sociedade, representada por pessoas, mercados, instituições, profissionais,
gestores, clientes e pelas mais variadas culturas que tornam os empreendimentos
entidades tão especiais e dinâmicas.
Por Marcello
Palamartchuk*
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