• Termina no dia 28 o prazo para que as farmácias e
drogarias se adaptem às novas regras da ANVISA sobre a venda de antibióticos
mediante a retenção das receitas
• A Associação Brasileira de Distribuidores dos Laboratórios Nacionais (Abradilan) afirma que para as regras terem sucesso é preciso uma adequação do sistema de saúde no Brasil
• Os estabelecimentos farmacêuticos deverão reter a receita médica de 93 substâncias, entre elas amoxicilina, azitromicina e benzatacil
• A Associação Brasileira de Distribuidores dos Laboratórios Nacionais (Abradilan) afirma que para as regras terem sucesso é preciso uma adequação do sistema de saúde no Brasil
• Os estabelecimentos farmacêuticos deverão reter a receita médica de 93 substâncias, entre elas amoxicilina, azitromicina e benzatacil
Novembro de 2010 – No dia
28 de novembro termina o prazo de adaptação das novas regras dos antibióticos
para as farmácias e drogarias, que a partir de então, deverão reter a receita
médica para a venda de 93 substâncias, entre elas amoxicilina, azitromicina e
benzetacil, que integram a lista dos mais vendidos no Brasil. Só no Brasil, o
comércio de antibióticos movimentou, em 2009, cerca de R$ 1,6 bilhão, segundo
dados da consultoria IMS Health.
A medida (RDC 44/10) foi criada pela ANVISA no
final de outubro com o prazo de um mês para adaptação. Quem não obedecer a nova
legislação pode pagar multa de até R$ 1,5 milhão.
No entanto, a medida criou polêmica no setor
farmacêutico e mesmo entre os consumidores. “Temos uma grande preocupação com
essa resolução, pois ela trará sérios problemas para quem precisa do
medicamento. Não somos contra o controle dos antibióticos, o problema é que o
sistema de saúde brasileira, apesar de todo esforço do governo, não oferece à
população condições adequadas para acesso à consulta médica”, explica Aclair
Machado, presidente da Associação Brasileira de Distribuidores dos Laboratórios
Nacionais (Abradilan – www.abradilan.com.br).
“Temos no Brasil cerca de 1.606 municípios sem um
único hospital público. E em mil deles, só há médico uma única vez por mês. Esse
triste cenário do Sistema Único de Saúde (SUS) pode separar o paciente de sua
receita e, consequentemente, do seu medicamento, postergando o tratamento em
muito dias, o que pode acarretar em complicações mais severas ao doente”,
explica Machado, presidente da
Abradilan.
Nenhum comentário:
Postar um comentário