Uma recente pesquisa nos Estados Unidos apontou que o jornal The New York
Times é o único periódico americano com mais seguidores no Twitter do que
assinantes para sua publicação impressa, totalizando quase 2,7 milhões de
usuários. No Brasil, o cenário mostra os cinco jornais de maior circulação -
Folha de S. Paulo, Super Notícia, O Globo,
Extra e O Estado de S. Paulo - de acordo com dados de 2009 da
Associação Nacional de Jornais (ANJ), integrados ao micro-blog mais famoso da
rede.
Pela quantidade, o jornal carioca O Globo lidera o ranking com 121
mil seguidores, na sequência aparecem O Estado de S. Paulo (49 mil),
Folha de S. Paulo (31 mil), Jornal Extra (24 mil) e Super
Notícia, que tem suas reportagens postadas no Twitter pelo perfil O Tempo
Online, com 5 mil seguidores.
FacebookEntre os jornais analisados, apenas o mineiro
Super Notícia não possui perfil na maior rede social do planeta.
Conforme o site de relacionamento se populariza no Brasil, a soma de internautas
interessados em acompanhar as notícias pelo Facebook aumenta, embora a
quantidade de leitores, no caso de O Globo, seja 22 vezes menor do
que o número de seguidores no Twitter.
Profissão: editor de mídias sociais
Com o crescimento do
mercado voltado às mídias sociais, e o brasileiro visto como o internauta mais
ativo nas redes, algumas redações como Folha de S. Paulo, O
Globo e O Estado de S. Paulo profissionalizaram o ofício de editor
de mídias sociais, um setor que, para os profissionais da área, tem muito a
favorecer os veículos impressos, mas que ainda não recebe a devida atenção.
Hoje, a Folha dispõe de um departamento chamado "Novas Mídias", que
produz conteúdo específico para dispositivos móveis. Na visão de Marcos
Strecker, editor de mídias sociais do jornal, “a integração das notícias com as
mídias já é uma realidade. As matérias da Folha terão uma presença cada
vez maior no Twitter, Facebook e em outras redes.
Expandir o alcance da notícia é um dos fatores que interessa ao O
Globo ao trabalhar com as mídias sociais. “Os jornais que não participam
das redes estão perdendo a possibilidade de difundir suas histórias para fora do
espaço físico, onde a sua marca não atinge.” explica Nívia Carvalho, editora de
mídias sociais da publicação carioca.
A avaliação que Rodrigo Martins Carvalho, editor de mídias sociais de O
Estado de S. Paulo, faz é a de que os jornais precisam pensar fora do
papel. “Tem jornal que não atualiza nem o próprio site. Não adianta apenas criar
uma conta no Twitter, é preciso, antes, entender o que é Internet”, afirma.
Fonte:Maxpress
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