Estudo detalha
ritmo de crescimento do turismo em 50 destinos
brasileiros
Rio de Janeiro
(21/10/10) – Como cresce a
capacidade dos destinos turísticos de gerar negócios de forma sustentável? Foi o
que investigou o novo Estudo de Competitividade realizado pela Fundação Getúlio
Vargas (FGV) a pedido do Ministério do Turismo (MTur) e do Serviço Brasileiro de
Apoio à Micro e Pequenas Empresas (Sebrae). Os resultados foram entregues na
manhã desta quinta-feira (21), durante a Feira das Américas – Abav 2010, a
gestores públicos dos 50 municípios brasileiros
pesquisados.
O
estudo apresenta a evolução dos municípios em 60 variáveis de 13 quesitos
mapeados. Segundo o ministro do Turismo, Luiz Barretto, “a pesquisa fornece um
retrato detalhado do setor, possibilitando uma intervenção planejada em um grupo
de destinos muito importantes para a atividade econômica do turismo no Brasil”,
avaliou.
Para
Barretto, é muito difícil superar desafios de um setor que se desenvolve a
passos largos sem um diagnóstico preciso que aponte metas e necessidades de cada
destino. O levantamento pode ser utilizado como dispositivo de planejamento de
ações nos destinos. “Ele ajuda a traçar metas, na medida em que promove o
conhecimento sobre o andamento das políticas públicas do setor. É possível medir
a velocidade que caminha o município para enfrentar os seus problemas e
potencializar o que pode oferecer de positivo”, defendeu.
A
coordenadora geral de Regionalização do Ministério do Turismo, Ana Clévia
Guerreiro, recomendou aos agentes públicos que dediquem à atividade turística o
esforço e o investimento necessário para transformar a realidade dos municípios
brasileiros. “Eu diria que o desafio começa agora: com o estudo na mão e muita
garra para avançar”, convocou Ana Clévia.
O
processo de avaliação desses destinos tem se revelado uma ferramenta eficaz e
indutora de comportamento competitivo, segundo Dival Schmidt, coordenador de
Turismo do Sebrae. “Esse recurso tem indicado caminhos para desenvolver projetos
e ações e também assegura o planejamento e a gestão de recursos para atendimento
das demandas em diferentes localidades do Brasil. Torna possível a avaliação de
diferentes índices de desempenho, dos produtos que estão no mercado, dos
atrativos e do conjunto de empresas que operam no turismo”,
explicou.
MÉTODO
O
estudo é realizado desde 2007. Até agora, 140 municípios brasileiros foram
avaliados. As equipes já acumulam 450 dias de pesquisa de campo em todo o país.
De acordo com o professor Luiz Gustavo Barbosa, da FGV, no estudo o conceito de
competitividade é diferente de competição. “Não se trata de um município ser
melhor do que o outro, mas sim de ele conseguir, ano após ano, ser melhor que
ele mesmo e proporcionar ao turista uma experiência positiva”, explicou
Barbosa.
A
proposta é que os resultados da pesquisa ampliem a capacidade de planejamento e
gestão dos destinos. “Queremos que os destinos melhorem suas avaliações. O
trabalho é um instrumento de conhecimento sobre os pontos fortes e fracos de
cada destino. Só se consegue administrar bem o que se pode medir”, analisou o
professor.
Para
o secretário de Turismo de Blumenau (SC), José Eduardo Almeida, o estudo mostra
a preocupação do Ministério do Turismo em conhecer como se desenvolve o setor no
país. “Temos uma grande dificuldade em quantificar os resultados da atividade
turística no Brasil. Agora, com esse diagnóstico, poderemos definir ações para
corrigir deficiências do setor no município”, comemorou.
O
estudo também estimula a profissionalização do setor, que é uma das metas do
Ministério do Turismo. Para Nilo Félix, presidente da Companhia de Turismo do
Estado do Rio de Janeiro (TurisRio), “hoje não adianta visitar aquela bela
igreja ou aquela linda cachoeira se não houver equipamentos turísticos
qualificados e uma cidade preparada para receber esse turista. Então, esse é o
caminho: ter um foco de investimentos nesses destinos”.
Segundo
o ministro Luiz Barretto, a pasta estuda a ampliação da lista dos 65 destinos
indutores do MTur. “Claro que isso não é um processo simples, mas a preparação
desses 50 destinos indica que eles querem melhorar a qualidade da sua indústria
turística: produtos que façam o turista permanecer mais tempo no destino, hotéis
qualificados, bom atendimento em bares e restaurantes, roteiros integrados,
produtos diferenciados”, afirmou. Barretto disse ainda que pensar um projeto de
futuro para o Brasil não e possível de uma hora pra outra. “Vamos perseguir o
desenvolvimento com seriedade e buscar um turismo mais
competitivo”.
VEJA
OS DESTINOS QUE RECEBERAM OS RESULTADOS
AC: Cruzeiro do
Sul
AL: Marechal
Deodoro e Piranhas
BA: Cairú e
Itacaré
BA: Paulo
Afonso
CE: Beberibe e
Trairi
ES: Domingos
Martins
GO: Cidade de Goiás
e Rio Quente
MA:
Carolina
PA:
Soure
PB: Campina
Grande
PE: Olinda e
Petrolina
PR: Ponta
Grossa
RJ: Arraial do
Cabo, Cabo Frio Itatiaia, Niterói, Nova Friburgo, Resende, Teresópolis, Valença
e Vassouras
RN:
Mossoró
RS: Pelotas e São
Miguel das Missões
SC:
Blumenau, Chapecó, Joinville e Laguna
SE: Canindé de São
Francisco
AS 13 DIMENSÕES
PESQUISADAS
Infraestrutura
Geral
Acesso
Serviços e
equipamentos turísticos
Atrativos
turísticos
Marketing e
promoção do destino
Políticas
públicas
Cooperação
regional
Monitoramento
Economia
local
Capacidade
empresarial
Aspectos
sociais
Aspectos
ambientais
Aspectos
culturais
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