segunda-feira, 12 de março de 2012

Morre cientista que alertou sobre o buraco na camada de ozônio

Morreu no sábado (10) o homem responsável por soar o alarme do buraco da camada da ozônio já na década de 70. Professor da Universidade da Califórnia, Frank Sherwood Rowland tinha 84 anos e sofria de mal de Parkinson.
Em 1995, duas décadas depois dos estudos iniciais, o cientista ganhou o Nobel de química, em parceria com Mario Molina e Paul Crutzen, ao relacionar a deterioração da camada de ozônio - responsável por filtrar a radiação ultravioleta do sol - aos gases CFCs (clorofluorocarbonos), que eram usados em aerossóis e em compressores para sistemas de refrigeração.
A descoberta foi o ponta pé para um série de ações governamentais pelo mundo para combater o uso de aerossóis e outros produtos que continham CFC e que até então eram considerados inofensivos. Seu trabalho ganhou importância no âmbito das discussões climáticas e também serviu de base para pesquisa científica sobre o aquecimento global.
Em 1997, durante um debate sobre clima na Casa Branca, nos EUA, Rowland falou sobre o papel relevante dos cientistas na pesquisa e disseminação de descobertas relacionadas ao meio ambiente. "Não é uma responsabilidade dos cientistas que acreditam ter encontrado algo que pode afetar o meio ambiente fazer algo a respeito o suficiente para que a transformação aconteça?”, questionou. “Se não formos nós [cientistas] a agir, quem será? E se não for agora, quando será?”.

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