Morreu no sábado (10) o homem responsável por soar o alarme do buraco da
camada da ozônio já na década de 70. Professor da Universidade da
Califórnia, Frank Sherwood Rowland tinha 84 anos e sofria de mal de
Parkinson.
Em 1995, duas décadas depois dos estudos iniciais, o cientista
ganhou o Nobel de química, em parceria com Mario Molina e Paul Crutzen,
ao relacionar a deterioração da camada de ozônio - responsável por
filtrar a radiação ultravioleta do sol - aos gases CFCs
(clorofluorocarbonos), que eram usados em aerossóis e em compressores
para sistemas de refrigeração.
A descoberta foi o ponta pé para um série de ações governamentais pelo
mundo para combater o uso de aerossóis e outros produtos que continham
CFC e que até então eram considerados inofensivos. Seu trabalho ganhou
importância no âmbito das discussões climáticas e também serviu de base
para pesquisa científica sobre o aquecimento global.
Em 1997, durante um debate sobre clima na Casa Branca, nos EUA, Rowland
falou sobre o papel relevante dos cientistas na pesquisa e disseminação
de descobertas relacionadas ao meio ambiente. "Não é uma
responsabilidade dos cientistas que acreditam ter encontrado algo que
pode afetar o meio ambiente fazer algo a respeito o suficiente para que a
transformação aconteça?”, questionou. “Se não formos nós [cientistas] a
agir, quem será? E se não for agora, quando será?”.
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