Pais e professores, uma relação difícil
São comuns os conflitos acerca da responsabilidade
de cada um na formação das crianças. A solução está na aproximação entre
as partes
A relação entre pais e professores inclui, já faz algum tempo, boa dose
de tensão. O assunto voltou à tona com força no fim do ano passado,
quando um professor americano chamado Ron Clark
resumiu as reclamações de boa parte dos mestres da seguinte maneira:
professores não são babás de alunos, ao contrário do que pensam seus
pais. Ele acusa os pais de repassar à escola suas responsabilidades,
recusando, contudo, as regras impostas pela instituição educadora. Seu
artigo, chamado "O que os professores realmente querem dizer aos país",
tornou-se o segundo mais compartilhado no Facebook em 2011 (o primeiro
trata do desastre da usina de Fukushima, no Japão), trocado mais de
630.000 vezes – prova de que a discussão é, no mínimo, pertinente. O
texto ecoou em outros países e também no Brasil. "Por aqui, os pais
perderam a habilidade de impor limites a seus filhos. Agora, tentam
impor limites à escola, interferindo na atividade dos professores", diz a
educadora Tânia Zagury, autora do livro Escola sem Conflito: Parceria com os Pais. De acordo com uma pesquisa realizada pela escritora, 44% dos professores
apontam a ausência de limites como causa principal da indisciplina em
sala de aula: um quinto dos profissionais responsabiliza a família pelo
problema.
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