Presidentes de ambos os países divulgam comunicado em conjunto apoiando papel de emergentes na organização
Trata-se do terceiro dia da visita de Dilma à China - cujo saldo, até agora, é de, pelo menos, 20 acordos relevantes na área de inovação, tecnologia, telecomunicações, aviação, além de outros relacionados a comércio exterior. Depois da visita à Cidade Proibida, ela se reuniu com o presidente da Assembleia Popular Nacional, Wu Bangguo, e com o primeiro-ministro chinês, Wen Jiabao. Dilma conversou com Wen, na residência oficial dele, denominada Dwon Nhai.
Na saída do local, a presidente deixou uma mensagem no livro de visitas afirmando: "Foi uma experiência fantástica visitar a Cidade Proibida, onde a China, antigamente, mostrava sua força e riqueza. Hoje, a China recupera em outras bases o seu desenvolvimento. É muito importante a parceria Brasil e China".
Em seguida, embarcou para Sanya, na ilha de Hainan. No local, acompanhada de ministros, assessores e especialistas, ela participará nesta quinta-feira da 3ª Reunião de Cúpula do Bric – bloco que reúne o Brasil, a Rússia, a Índia e a China, mas que a partir de amanhã, oficialmente, incluirá a África do Sul, passando a se chamar Brics.
Comunicado conjunto - Na tarde da última terça-feira, Dilma e o presidente chinês, Hu Jintao, divulgaram também um comunicado conjunto que abordou, entre outros temas, a reforma da Organização das Nações Unidas (ONU). No documento, ambos defendem o aumento da participação de países emergentes no Conselho de Segurança.
A China, apesar de apoiar a vontade brasileira de conquistar uma cadeira no Conselho, não deixou tal apoio explícito no comunicado. "Nesse contexto, a China e o Brasil apoiam uma reforma abrangente da ONU, incluindo o aumento da representação dos países em desenvolvimento no Conselho de Segurança como uma prioridade", relata o documento.
Acordos - Entre os compromissos assinados até o momento destacam-se a venda de 35 aviões E190 da Embraer para empresas chinesas, assim como um acordo para produção do modelo Legacy 600 no país com a Corporação da Indústria de Aviação Chinesa (AVIC).
A empresa de equipamentos de telecomunicações chinesa Huawei também anunciou a decisão de construir um centro de pesquisas no estado de São Paulo, com investimentos de entre 300 e 400 milhões de dólares, enquanto a montadora de produtos eletroeletrônicos Foxconn investirá nos próximos seis anos 12 bilhões de dólares numa nova unidade fabril brasileira, que ficará responsável pela produção do tablets da Apple, os iPads.
Outros acordos foram assinados nas áreas de petróleo, defesa, nanotecnologia, recursos hídricos, normas fitossanitárias, tecnologia agrícola e agricultura tropical, além de intercâmbios universitários e de tecnologia do bambu. Além disso, o governo chinês abriu seu mercado doméstico à carne de porco brasileira.
Fonte: Veja
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