No trimestre de 2010, o
investimento empresarial atingiu o nível de 8,3% do faturamento líquido,
superando os 7,8% observados no primeiro trimestre de 2009. O setor de
destaque foi o de serviços (infra-estrutura e utilities inclusive), com
elevação de 0,9 ponto percentual no investimento em relação ao
percentual ao mesmo período de 2009, atingindo o patamar de 12,6% em
relação ao faturamento líquido do 1º trimestre do ano de 2010.
As empresas do setor comercial também registraram boa recuperação nos
seus níveis de investimento, passando de 1,9% para 2,5% do faturamento
líquido na comparação 1º trim. 2010/1º trim. 2009. Somente a indústria
revelou ligeira queda devido à elevada capacidade ociosa que se abriu no
setor em função da eclosão da crise financeira internacional ao final
de 2008. Assim, as empresas deste segmento atravessaram o ano de 2009 em
processo de reaproveitamento da capacidade instalada na medida em que a
economia brasileira recuperava-se da recessão.
No início de 2009 as empresas ainda sofriam com a crise desencadeada em
2008 e mantinham-se cautelosas com seus investimentos, atingindo o
índice de 7,8% no primeiro trimestre, porém com o decorrer dos meses o
mercado adaptou-se a nova realidade e a partir daí, com a estabilidade
do emprego, aumento da demanda e a restauração da oferta de crédito
deu-se início a retomada do crescimento culminando em um índice de
investimentos no patamar de 8,6% ao final do período.
Ao se avaliar a série toda, iniciada no ano 2000, nota-se que a partir
de 2005, quando houve um crescimento gradual na economia, houve maior
alocação de recursos pelas empresas na aquisição de novas tecnologias,
novas plantas e também na ampliação das já existentes.
Ressalta-se que o indicador de investimentos em imobilizado atingiu seu
ápice em 2008 (10,2% do faturamento líquido), recorde histórico da
série, que poderia ser maior, se as empresas não tivessem reduzido a
alocação de recursos em ativo fixo diante da eclosão da crise financeira
mundial no último trimestre daquele ano.
Para os próximos meses de 2010 espera-se a continuação dos
investimentos, tanto para garantir o reforço gerado pela expansão da
demanda, quanto para atividades de logística e infra-estrutura com as
obras do PAC (Programa de Aceleração do Crescimento), porém com taxas de
crescimento menores em relação às observadas anteriormente, devido,
sobretudo, as medidas anunciadas pelo governo como a elevação da taxa
básica de juros (Selic) que visam minimizar a pressão inflacionária.
Fonte:SERASA EXPERIAN

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