O
trabalhador talentoso é considerado a chave para o sucesso para grande parte das
empresas no mundo
Salvador,
21 de julho de 2010 — Na
indústria de manufatura, a procura por trabalhadores cada vez mais talentosos e
capazes de dar apoio à inovação, tem sido o fator chave para condução da
competitividade global das empresas. Este é um dos principais resultados
apontados no Global
Manufacturing Competitiveness Index, pesquisa realizada anualmente pela Deloitte
em parceria com o U.S.
Council on Competitiveness com aproximadamente 400 executivos da indústria de
manufatura.
A
constatação do estudo sobre a crescente importância de se ter trabalhadores
talentosos e devidamente instruídos para produção, se deu por conta de um
sistema de classificação que foi gerado pelas respostas dos entrevistados, a
partir do exercício de relacionar uma pontuação numerada de 1 a 10, no quesito importância,
a uma lista de fatores que, na opinião deles, afetam a competitividade da
indústria.
Enquanto
os três primeiros itens permanecem relativamente estáveis em todos os países
participantes, há uma variação em sua importância por região - especialmente no
México e na América do Sul, que são as duas únicas áreas onde o talento não
ficou em primeiro lugar. Lá, a primeira colocação ficou com o item qualidade de
infraestrutura física.
Além de
olhar para os fatores que afetam a competitividade, o relatório também usou as
respostas para fazer um ranking das indústrias de manufaturas em 26 países, em
dois períodos: hoje e nos próximos cinco anos. Para o cálculo, as respostas dos
executivos foram padronizadas para ajustar ao potencial do país e viés cultural,
bem como para o tamanho da empresa, que é dado de acordo com as receitas anuais
(em dólares americanos).
“A
pesquisa demonstra que os rumos são novos. A indústria está indo na contramão do
que antes era julgado importante, ou seja, a mão-de-obra barata. Agora, estamos
observando um novo ponto, a confiança nos profissionais capacitados do país.
Mundialmente, os executivos da indústria e do governo vêem os profissionais
talentosos como um dos seus maiores trunfos para torná-los competitivos”,
analisa José Othon de Almeida, sócio-líder da Deloitte no Brasil para o
atendimento das empresas da indústria manufatureira.
Não é
nenhuma surpresa que os gigantes asiáticos como China, Índia e a República da
Coréia dominem os índices de competitividade atual, mas é surpreendente que um
segundo grupo de economias recém-chegado ganhe terreno em comparação a outras
economias nacionais nos próximos cinco anos.
Países como México, Polônia e Tailândia antes não eram considerados
páreos para outros mais antigos como o Brasil e a Rússia.
Em
contrapartida, as potências dominantes da indústria de manufatura do final do
século 20 como os Estados Unidos, Japão e Alemanha se tornarão menos
competitivas em cinco anos. E outras nações da Europa Ocidental serão igualmente
desafiadas, especialmente na República Checa, Holanda, Suíça, Reino Unido,
Irlanda, Itália e Bélgica, encontrando-se em situação mais dramática pela
agitação contínua do Euro.
O
relatório também solicitou aos entrevistados que identificassem as políticas
nacionais que eles acreditam que contribuam para as vantagens ou desvantagens da
competição nos negócios do seu país.
Constatou-se que os chineses acreditam que seu governo faz com que a
competitividade seja mais fácil, quando comparada aos entrevistados na Europa e
nos Estados Unidos - que foram questionados sobre as políticas governamentais
nas respectivas regiões. Em particular, as políticas do governo chinês de apoio
à ciência, tecnologia e inovação estão no topo da lista das vantagens -
identificada como uma das principais políticas vantajosas por quase 70 % dos
executivos chineses que participaram do estudo.
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