Segundo a Fecomercio, a principal elevação é verificada no setor de
Supermercados em função de fatores sazonais, como excesso de chuvas, o que
prejudicou a safra dos alimentos in natura
A alta dos preços nos Supermercados impulsionou a elevação do Índice de Preços no Varejo (IPV) da Fecomercio em janeiro. O indicador, que avalia os preços dos setores do comércio na cidade de São Paulo, começou o ano com alta de 0,63% em comparação a dezembro que, por sua vez, havia registrado queda de 0,05% em relação a novembro. A alta de 0,63% foi a maior registrada pelo indicador desde junho de 2008, quando o IPV subiu 1,25%. Nos últimos 12 meses, o índice acumula aumento de 1,30%. Dos 21 grupos analisados pelo IPV, 14 finalizaram janeiro com preços mais elevados.
O setor de Supermercados apresentou alta de 1,02% em janeiro, ante dezembro, invertendo a queda de 0,69% registrada em dezembro. Com ponderação de 32,02% na formação do índice, foi o fator mais relevante para a expansão do IPV. A alta do setor supermercadista se justifica por fatores sazonais, como excesso de chuvas e de umidade registrada em diversas áreas do País, sobretudo no Estado de São Paulo, comprometendo a safra de diversos produtos in natura, caso de Verduras (12,98%), Tubérculos (4,70%) e Frutas (3,89%). Outros produtos que tiveram aumento de preço foram: Pescados (3,49%), Leites (3,38%), Cereais (3,36%) e Adoçantes (3,04%).
"Os produtos alimentícios devem continuar influenciando o aumento no índice geral por conta do excesso de chuvas, que prejudica o andamento de algumas safras", explica Júlia Ximenes, economista da Fecomercio.
Também impactado pelo período chuvoso, o setor de Feiras registrou alta de 4,44% em janeiro, enquanto que, em dezembro, o índice se posicionou em 2,18%. Verduras (17,32%), Legumes (3,52%) e Frutas (2,43%) foram os alimentos a registrar as maiores altas de preços em janeiro.
Já o segmento de Combustíveis e Lubrificantes registrou alta de 2,38% em janeiro, ante a oscilação de 0,69% em dezembro. A economista explica que o resultado sofre influencia direta da redução de oferta de etanol no mercado interno provocada pela valorização do açúcar no mercado internacional, levando parte das usinas a orientarem sua produção para o alimento em detrimento do combustível, aliado a uma queda de produtividade da cana-de-açúcar por conta do excesso de chuva, além do aumento de consumo no mercado doméstico em virtude da expansão da frota "flex". Assim, o Álcool registrou elevação de preços de 12,93%, enquanto o preço da Gasolina subiu 1,11%.
Os preços dos Materiais de Construção acusaram alta de 0,91% em janeiro, ante 0,47% em dezembro, devido à maior procura por esses bens com a perspectiva de término da redução do Imposto sobre Produtos Industrializados (IPI), prevista para março. "O comportamento não deve ser entendido como uma tendência, mas como um realinhamento de preços, tendo em vista que, no período de 12 meses, o setor acumula variação negativa de 1,96%", avalia Júlia.
Após sucessivas reduções em 2009, atribuídas, em sua maioria, à queda do volume exportado, o setor de Açougues começou 2010 com alta de 1,19%, ante 0,18% em dezembro. Nos últimos 12 meses, o segmento atinge variação acumulada negativa de 4,58%. Com a retomada das exportações, segundo Júlia, é provável que os preços recuperem, paulatinamente, os patamares verificados antes de 2009 (no ano passado, o segmento de Açougues acusou recuo de 5,2%).
Outros setores que registraram elevação nos preços na primeira edição do IPV: Relojoarias (1,81%), Brinquedos (1,57%), Móveis e Decorações (0,24%), Padarias (0,21%) e Livraria (0,92%).
A alta dos preços nos Supermercados impulsionou a elevação do Índice de Preços no Varejo (IPV) da Fecomercio em janeiro. O indicador, que avalia os preços dos setores do comércio na cidade de São Paulo, começou o ano com alta de 0,63% em comparação a dezembro que, por sua vez, havia registrado queda de 0,05% em relação a novembro. A alta de 0,63% foi a maior registrada pelo indicador desde junho de 2008, quando o IPV subiu 1,25%. Nos últimos 12 meses, o índice acumula aumento de 1,30%. Dos 21 grupos analisados pelo IPV, 14 finalizaram janeiro com preços mais elevados.
O setor de Supermercados apresentou alta de 1,02% em janeiro, ante dezembro, invertendo a queda de 0,69% registrada em dezembro. Com ponderação de 32,02% na formação do índice, foi o fator mais relevante para a expansão do IPV. A alta do setor supermercadista se justifica por fatores sazonais, como excesso de chuvas e de umidade registrada em diversas áreas do País, sobretudo no Estado de São Paulo, comprometendo a safra de diversos produtos in natura, caso de Verduras (12,98%), Tubérculos (4,70%) e Frutas (3,89%). Outros produtos que tiveram aumento de preço foram: Pescados (3,49%), Leites (3,38%), Cereais (3,36%) e Adoçantes (3,04%).
"Os produtos alimentícios devem continuar influenciando o aumento no índice geral por conta do excesso de chuvas, que prejudica o andamento de algumas safras", explica Júlia Ximenes, economista da Fecomercio.
Também impactado pelo período chuvoso, o setor de Feiras registrou alta de 4,44% em janeiro, enquanto que, em dezembro, o índice se posicionou em 2,18%. Verduras (17,32%), Legumes (3,52%) e Frutas (2,43%) foram os alimentos a registrar as maiores altas de preços em janeiro.
Já o segmento de Combustíveis e Lubrificantes registrou alta de 2,38% em janeiro, ante a oscilação de 0,69% em dezembro. A economista explica que o resultado sofre influencia direta da redução de oferta de etanol no mercado interno provocada pela valorização do açúcar no mercado internacional, levando parte das usinas a orientarem sua produção para o alimento em detrimento do combustível, aliado a uma queda de produtividade da cana-de-açúcar por conta do excesso de chuva, além do aumento de consumo no mercado doméstico em virtude da expansão da frota "flex". Assim, o Álcool registrou elevação de preços de 12,93%, enquanto o preço da Gasolina subiu 1,11%.
Os preços dos Materiais de Construção acusaram alta de 0,91% em janeiro, ante 0,47% em dezembro, devido à maior procura por esses bens com a perspectiva de término da redução do Imposto sobre Produtos Industrializados (IPI), prevista para março. "O comportamento não deve ser entendido como uma tendência, mas como um realinhamento de preços, tendo em vista que, no período de 12 meses, o setor acumula variação negativa de 1,96%", avalia Júlia.
Após sucessivas reduções em 2009, atribuídas, em sua maioria, à queda do volume exportado, o setor de Açougues começou 2010 com alta de 1,19%, ante 0,18% em dezembro. Nos últimos 12 meses, o segmento atinge variação acumulada negativa de 4,58%. Com a retomada das exportações, segundo Júlia, é provável que os preços recuperem, paulatinamente, os patamares verificados antes de 2009 (no ano passado, o segmento de Açougues acusou recuo de 5,2%).
Outros setores que registraram elevação nos preços na primeira edição do IPV: Relojoarias (1,81%), Brinquedos (1,57%), Móveis e Decorações (0,24%), Padarias (0,21%) e Livraria (0,92%).
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