quinta-feira, 14 de janeiro de 2010

Parceria entre Ministério da Saúde e Pastoral da Criança beneficiou 1,9 milhão de pessoas em dois anos



As ações conjuntas do Ministério da Saúde com a Pastoral da Criança, fundada por Zilda Arns Neumann na década de 80, beneficiaram 1,9 milhão de gestantes e crianças menores de seis anos, em 4.063 municípios brasileiros, somente entre 2008 e 2009.
O Ministério é, desde 1985, um dos maiores financiadores e um dos principais apoios técnicos da Pastoral, uma parceria que se refletiu ao longo de todos esses anos na redução da mortalidade infantil no país. O índice passou de 47,1 óbitos por cada mil bebês nascidos vivos em 1990 para 19,3 mortes, em 2007 – uma redução média de 59,7% no período.
“A atuação desta grande mulher e grande sanitarista brasileira foi essencial para elevar a criança a uma condição prioritária dentro das políticas públicas brasileiras”, afirmou o ministro José Gomes Temporão. “Morreu em missão, como viveu toda a sua vida.”
Nos últimos dois anos, o Ministério destinou à Pastoral R$ 35,7 milhões, em convênio firmado para a execução de ações de prevenção e promoção da saúde. Alguns exemplos dessas ações são o incentivo à utilização de calendários de vacinação e acompanhamento de altura e peso das crianças por 260 mil voluntários da Pastoral espalhados pelo país.
O convênio também beneficiou 129 mil idosos. Isso porque as ações da entidade evoluíram para a formação da Pastoral da Pessoa Idosa, coordenada por Zilda, numa percepção sagaz da mudança do perfil demográfico da população brasileira. Na opinião do diretor do Departamento de Ações Programáticas e Estratégicas do Ministério da Saúde, José Luiz Telles, a morte da sanitarista catarinense é uma perda inestimável para a saúde pública.
“Ela era uma grande liderança que pautava técnicos, arrebatava ministros e todos os que estavam pela frente à causa humanitária. Tanto é assim que o modelo de organização da Pastoral acabou sendo expandido para países não só da América Latina. A última incursão dela, antes do Haiti, foi a China, num trabalho que ultrapassava as fronteiras da Igreja Católica e fazia com que outras organizações religiosas e não religiosas se unissem a esse trabalho”, afirma Telles.

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