Não
se trata de um mito que a época mais propícia do ano para encontrar um novo emprego
é o primeiro trimestre. Não somente porque algumas pessoas querem resolver
promessas de Ano Novo, mas também por estar comprovado que neste período as
empresas contratam mais. Segundo dados da Catho Online, de janeiro a março há
um aumento no número de vagas disponíveis no mercado, nas mais diversas
categorias profissionais.
Um
fator importante para este cenário é que, em geral, as organizações brasileiras
iniciam o ano fiscal em janeiro e os novos budgets permitem a contratação de
mais profissionais. Por isso é um erro esperar o carnaval para começar a
procurar emprego. Quem agir dessa forma pode perder grandes oportunidades.
Mas
não basta apenas ser qualificado para a vaga pretendida e estar disponível para
entrevistas. É preciso que o profissional cuide de sua imagem, que também é
refletida na forma e no conteúdo de seu currículo. Uma apresentação adequada do
currículo é o primeiro passo para que a busca seja bem-sucedida.
Dicas
simples de formatação do currículo, mas nem sempre seguidas pelos candidatos,
podem ser decisivas para a participação ou não de um profissional num processo
seletivo. Alguns erros são imperdoáveis e desclassificatórios na pré-seleção
dos currículos. Jamais fale mal dos ex-empregadores, cometa erros de
português ou adjetive suas qualificações, com expressões e palavras como
bonito, boa aparência, ambicioso, inteligente e persistente, por exemplo. Não
use letras coloridas, bordas e fundos com desenhos e grafismos. Também é
importante não usar um endereço de email informal ou com palavras inadequadas
para um relacionamento profissional com uma corporação. De preferência crie um
com seu nome e sobrenome ou variações neste sentido.
Seguindo
estes passos, desenvolva seu currículo de forma sucinta – até duas páginas –,
com objetivo profissional claro e uma síntese de suas qualificações com, no
máximo, sete frases que traduzam de forma inequívoca suas habilidades e
potenciais.
Depois de pronto, é fundamental disseminá-lo de forma estratégica e
assertiva para que seja recebido pelas corporações e empregadores de
interesse. Para isso, há três maneiras que são mais
eficientes: procurar as vagas em classificados impressos e online;
cadastrar-se nos links “Trabalhe Conosco” dos sites das empresas; e ter uma boa
rede de relacionamento – contatos com ex-colegas de trabalho e faculdades,
participação em cursos e eventos – e até mesmo virtualmente em sites de
relacionamentos profissionais como o Linked IN
O
último passo desse processo é estar preparado para as dinâmicas e para as
entrevistas. Quando for chamado para concorrer a uma vaga estude a empresa,
seus negócios e particularidades. É preciso demonstrar equilíbrio na vida
pessoal e profissional e se mostrar com energia e garra para assumir novos
desafios.
Durante
toda a conversa mantenha o celular desligado, não use gírias e nem seja
monossilábico em suas respostas, mas também não fale mais do que o
entrevistador. O ideal é criar empatia com o recrutador, porém sem criar intimidade.
Olhar nos olhos e não gesticular excessivamente demonstra segurança do
candidato.
Se
não obtiver uma resposta sobre o processo seletivo depois de uma semana da
entrevista, não há problema se o candidato ligar para a empresa para saber se a
vaga continua aberta. E, após o fechamento da vaga, se não for selecionado, o
candidato pode entrar em contato com o selecionador para pedir um feedback.
O
mercado está aquecido e na melhor época para a recolocação. Entretanto, não
bastam haver vagas, é preciso que haja candidatos preparados para concorrer a
elas.
Fonte:
Adriano José Meirinho (diretor de marketing e comunicação da Catho Online)
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