Embora escrito por um profissional da “geração y”, este texto é para
todos os profissionais de publicidade e gestores de marcas que ainda não sabem
bem lidar com as redes sociais, independente de suas
idades.
Dias atrás, escutei um comentário de como a tecla “@” parecia ter seus
dias contados e, de uma hora para outra, transformou-se na “princesinha digital”
— tecla imprescindível, globalizada e cheia de estilo.
A Internet trouxe uma série de novos significados a antigos termos e
ações que sempre fizeram parte do nosso cotidiano. Um desses termos, virou
“febre” nos últimos anos: “redes sociais”.
É comum escutar de alguns clientes, ou prospects, um “complemento de briefing”, mais ou menos assim: — “Ah, o
ideal é que a campanha esteja nas redes sociais, ok!?”. Na minha cabeça, isso
soa como “tortinha de maçã acompanha”, como se fosse um complemento do trabalho,
consumido mais pela atratividade do nome do que pelo benefício
proporcionado.
Normalmente, essa frase surge depois da veiculação de matéria comentando
que a marca concorrente acaba de lançar seu twitter, ou que criou seu perfil no facebook. Mas, o que muitas pessoas não
percebem é que a publicidade sempre trabalhou pela difusão das mensagens nas
redes sociais, e que a atual preocupação com esses mesmos meios digitais deve
ser tão natural quanto o é criar um anúncio impresso, um spot de rádio ou um filme para a
TV.
As ferramentas da tal “web 2.0” disponibilizadas gratuitamente (blogs, Youtube, Orkut, Facebook, Flickr, Twitter etc) são, apenas e tão somente,
novos pontos de contato entre as pessoas.
Meu avô, Brunoslav Noznica, que faleceu sem jamais ter teclado uma só
palavra em um computador, administrava via CRM (Caderneta de Registro Mensal)
sua rede social de clientes, em seu pequeno empório. Como? Olhando para a
Caderneta, ele conseguia prever as próximas vendas de acordo com a movimentação
dos meses anteriores, cruzando com as datas comemorativas e os comentários que
ouvia pelo bairro e, assim, surpreendendo seus vários clientes com “dicas”
sempre pertinentes.
Mas, muito antes do vô Bruno, até os homens da caverna já podiam
participar de redes sociais de relacionamento. Era só deixar seus “scraps” nas
paredes. A rigor, a humanidade sempre criou formas de reunir as pessoas
estabelecendo redes sociais.
Outrora foram as praças, onde
ainda não se “bombava na Internet”, mas se “chacoalhava o coreto”. E existem as
particularidades geográficas, como o cordel nordestino, que nasceu muito antes
dos blogs e do Twitter, mas que gerava aos seus autores
milhares de fieis seguidores.
O tal “carômetro” ao qual me referi no título do artigo, já era uma
versão mais moderna do facebook dos
anos 90. Tratava-se de um grande livro que era “acessado” somente na secretaria
da escola e que continha fotos 3x4 e nomes de todos os alunos da Escola Técnica
Estadual Lauro Gomes. Era por ali que nos conhecíamos ou reconhecíamos
“virtualmente”.
Enfim, como André Telles cita em seu livro “A revolução das mídias
sociais” (aliás, uma boa sugestão para aprofundar-se no tema), quando falamos em
“Marketing Digital”, devemos lembrar que a palavra Marketing vem primeiro (ao
menos no Brasil).
As redes sociais foram, e sempre serão, o foco para marcas e empresas que
tenham similaridade com os perfis de seus integrantes. O desafio de quem
trabalha em Comunicação é localizar onde estão sendo formadas as redes sociais
de seus públicos de interesse, on ou
off line e levar, de maneira
apropriada, sua mensagem. Sem grandes segredos. Sem maiores dificuldades.
Vivendo, aprendendo e se adaptando aos novos hábitos desse tal ser
humano.
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