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Divulgação rápida e abrangente bate de frente com os boatos e
pegadinhas do canal. É preciso cuidado e atenção, aconselha
especialista.
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Desde sua criação em 2006 por Jack Dorsey, o
Twitter ganhou extensa notabilidade e popularidade por todo mundo. E isso não
causa estranheza quando se trata de uma excelente ferramenta de informação, que
tem o poder de interagir com diversas redes sociais, entre elas o Facebook.
O Twitter, que acabou de completar cinco anos,
tem sido constantemente utilizado por grandes empresas para a divulgação de suas
marcas, através de constantes atualizações, sempre ligando o consumidor a uma
página onde possa encontrar mais informações sobre o serviço ou produto
oferecido, além de aproximá-los e fidelizá-los.
Para entender essa rede social, Lívia
Lampert, vice-presidente da Associação Brasileira das Agências
Digitais - RS (Abradi-RS) e diretora da Línea Comunicação
fala sobre a melhor forma de utilizá-la e, com isso, evitar excessos,
problemas e até mesmo invasões desnecessárias.
Lívia começa explicando a importância em separar
assuntos no perfil. Ou seja, ela alerta que não é recomendável misturar assuntos
pessoais com profissionais e ressalta a relevância de ter um propósito ao fazer
o perfil. “No Twitter, esse propósito pode ser pessoal ou profissional, servindo
o canal como fonte de obtenção e/ou propagação de informações. Sendo assim,
segundo a empresária, é possível buscar as pessoas certas a seguir, dentro do
seu foco, atrair mais seguidores e trocas informações mais ricas sobre o que
interessa’, diz.
A capacidade de expandir, divulgar e repassar
notícias em alta velocidade é surpreendente na rede. Além disso, empresas estão
se reerguendo com essa oportunidade. Não somente repassam informações, mas
respondem velozmente aos clientes insatisfeitos e analisam a concorrência.
Mas não só de benefícios vive a rede social,
alguns perigos podem prejudicar as pessoas ou suas empresas rapidamente. “É
comum a disseminação de boatos no canal, ou mesmo “trollagens” (pegadinhas)”,
conta. A saída para não cair nestas armadilhas, segundo Lívia é ter cuidado
antes de "retuitar" algo. “Nunca devemos deixar de certificar a credibilidade da
informação veiculada”, aconselha.
Outra dica é ter atenção também ao número de
pessoas que estão na sua lista de seguidos. “Este número deve ser minimamente
proporcional a sua capacidade de acompanhar o canal e no quesito "following"
(quem seguir), opte por perfis que agreguem algo efetivamente para você. Mais
qualidade, menos quantidade”,revela.
Porém, nem tudo está perdido, existem boas
práticas para utilizar o twitter, entre elas Lívia recomenda a publicação de
informações relevantes, e não simplesmente o que você comeu no almoço, ou onde
você está. “Usar scripts automáticos para adicionar pessoas ou disseminar
mensagens também não é considerada uma boa prática, pessoal ou
profissionalmente”, complementa.
E para evitar a invasão na vida particular do
usuário, ela aposta no bom senso como opção. “Para assuntos privados ou assuntos
que somente interessam a um outro perfil em específico, devemos optar pelas
“DM”s (Direct Messages), essas você manda para um único perfil, e somente este
pode visualizá-las”, explica.
Às empresas em especial, ela recomenda que não
devem se omitir ao canal, mas precisam de cautela, estar atentas a sua
reputação, e principalmente, começarem a partir da determinação de uma
estratégia para o canal, de maneira organizada. “Uma empresa pode ser favorecida
pelo Twitter no monitoramento do que está sendo dito sobre ela na rede, ou mesmo
pesquisar por oportunidades, demandas latentes, análise de tendências, e do
comportamento do seu consumidor”, reflete.
Por outro lado, Lívia alerta que pode ser
prejudicial se não atender a interações geradas por consumidores, responder a
perguntas ou queixas direcionadas. “Uma política de uso do Twitter entre os
profissionais da empresa é recomendável, tanto para falar na rede em nome desta,
quanto, inclusive, nos seus perfis pessoais”, diz.
“Temos casos conhecidos de vazamento de
informações, publicação de críticas ou posicionamento inadequado em perfis
pessoais, porém de profissionais influentes em determinadas corporações, que
acabaram por refletir na reputação da própria empresa”, lembra. Portanto, ela
insiste: “cautela, estratégia e monitoramento são as práticas fundamentais para
empresas na rede”, conta.
Sobre a dimensão da rede, Lívia acredita que a
mídia é ótima para divulgação em massa e aposta no seu crescimento. “Para
compreender o atual volume do Twitter: em setembro de 2010, o canal divulgou em
seu próprio site o número total de 175 milhões de usuários registrados. O volume
médio de "tweets" por semana já está na casa de 1 bilhão e isso é realmente
fantástico, finaliza”.
Há quem diga que não há limite para a
criatividade e a tecnologia. Talvez não haja limite, mas todo cuidado é pouco.
Se as redes sociais estão aí para aproximar pessoas de pessoas e clientes de
empresas, o negócio é participar. Mas tudo, claro, de olhos bem abertos.
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quinta-feira, 24 de março de 2011
O lado bom e ruim do Twitter
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