quinta-feira, 27 de janeiro de 2011

É o momento ideal para a Mulher de Davos

The International Herald Tribune
Participante do Fórum Econômico Mundial em Davos, Suíça - 26/01/2011 Reunião do Fórum na quarta-feira: homens ainda dominam o encontro anual (Vincent Kessler/Reuters)
"A igualdade de gênero é uma preocupação que atravessa a divisão de classes", disse Dominique Reiniche, que dirige a Coca-Cola na Europa
O Homem de Davos é uma espécie muito particular de fera. Poderoso, internacional e em geral muito rico, ele costuma ter mais familiaridade com os preços das ações do que com os do supermercado - e todos os itens necessários para formar esse perfil (uma villa na Côte d'Azur, um jatinho de plantão e um projeto de filantropia de estimação). A Mulher de Davos é internacional, rica e influente, também. Mas, acima de tudo, ela é rara.

Mulheres que participam dessa festança anual da super elite global nos Alpes encontram-se em um lugar peculiar: elas são membros dessa elite, mas integrantes relativamente recentes, com status de minoria. As mulheres ainda representam apenas 16% do total do Fórum Econômico Mundial. Na verdade, com tantas mulheres se arrastando pela neve em casacos de pele nesta semana na condição de esposas, elas podem ser facilmente confundidas com uma.

"Em um coquetel em Davos, as pessoas tendem a imaginar que você é a esposa de um deles, e não uma CEO", disse Françoise Gri, presidente da Manpower France, que está na lista das 50 mulheres mais poderosas do mundo nos últimos sete anos. É sua segunda vez em Davos. "Isso ainda se parece muito com um clube de homens brancos", disse ela. "Como mulher, não sinto que pertenço totalmente a ele."

Inibição - Christine Lagarde, ministra das Finanças da França e presença regular em Davos na última década, descreve como a "química do homem-dominante" no fórum afeta sua confiança. "Você sabe que é competente, mas de alguma forma se sente inibida", explica ela.

É tentador pensar sobre ricos e poderosos como um grupo onde o sexo é neutro, que opera em uma bolha, sem privilégios. Mas ao contrário de muitos colegas do sexo masculino, as mulheres de Davos têm algo poderoso em comum com suas colegas menos favorecidas: "A igualdade de gênero é uma preocupação que atravessa a divisão de classes", disse Dominique Reiniche, que dirige a Coca-Cola na Europa. "As mulheres em todos os níveis têm uma causa em comum."

Isso ajuda a explicar por que o fenômeno crescente de filantropia feminina em geral se concentra em tentar melhorar a situação das mulheres menos afortunadas, afirmou Jacki Zehner, vice-presidente da Women's Funding Network e a primeira mulher a se tornar sócia no Goldman Sachs. Celebridades, como Angelina Jolie e Annie Lennox – presenças recentes em Davos – promovem os direitos da mulher nas Nações Unidas ou outras organizações.

fonte: Veja

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