Fortaleza, 15 de Outubro de 2010 – Da
edição 00 para a número 10. Com essa veia essencialmente experimental, a Revista
Tatuí de Crítica de Arte circula no universo das artes visuais
como uma das
mais importantes e experimentais revistas de crítica de arte do País. Em
Fortaleza, o lançamento da edição número 10 acontecerá no próximo dia 26
(terça-feira), às 19 horas, no auditório do Centro Cultural Banco do Nordeste
(rua Floriano Peixoto, 941 - 3º andar – Centro – fone: (85) 3464.3108).
Como é tradição,
exemplares da revista serão distribuídos gratuitamente ao público presente.
Haverá também uma troca de idéias de duas editoras da revista – Ana Luisa Lima e
Clarissa Diniz – com o público presente. Paralelamente ao lançamento, as duas
editoras ministrarão juntas, no mesmo auditório, a oficina “Experimentação
editorial coletiva sobre crítica de arte”. Com inscrições gratuitas, a oficina
acontecerá de 26 a 29 (de 14h às 18h) e no dia 30 (de 13h às 17h). As inscrições
prosseguem até o dia 26.
Depois da número 00
(lançada no último mês de julho) – que marcou um retorno da revista a um caráter
ainda mais experimental em sua edição –, mais uma vez oito
artistas/críticos/curadores/cineastas/escritores/designers de vários cantos do
País se juntam em residência – de imersão total, ao longo de 21 dias - para
“gerar” a nova edição da Tatuí, a número 10.
Entre julho e agosto
deste ano, numa casa alugada em Olinda, um time de peso, cuja atuação
profissional transborda definições tradicionais, pôde dar uma “nova” dimensão à
atual complexidade das possibilidades da arte. Os residentes foram Pablo Lobato
(MG), Daniela Castro (SP), Kamilla Nunes (SC), Deyson Gilbert (SP), Vitor César
(CE) e Cristhiano Aguiar (PE), que se juntaram às editoras Ana Luisa Lima e
Clarissa Diniz. E a revista só saiu da residência editorial quando pronta para
ir para a gráfica, sendo editada e diagramada ao longo dos dias de convívio e
produção do corpo editorial convidado para a Tatuí nº 10.
A Tatuí 10 traz grande
variedade de textos, de caráter analítico, ficcional, poético, gráfico e de
intervenção. “Esta edição reúne um conjunto de pensamentos que problematizam a
linguagem, borrando as fronteiras entre literatura, crítica, arte e design em
colaborações desenvolvidas também em parceria entre os editores e, em alguns
casos, a partir de apropriações/traduções de textos/imagens/pensamentos
alheios”, explica Clarissa Diniz, uma das editoras.
Residência
Elaborada ao longo de
uma vivência de caráter coletivo e colaborativo, a Tatuí edição 10 traz, em seu
projeto editorial, evidências dessa experiência como, por exemplo, nos vários
textos que pensam sobre o lugar da fala, do silêncio e do pensamento nas
relações sociais e na arte (como na imagem, na crítica de arte e na história).
As negociações entre indivíduos, para a constituição de um tecido social, é
também outro foco da revista. Permeando questões como essas - como horizonte
metodológico de parte da Tatuí 10 -, a liberdade em apropriar-se (das mais
variadas formas) de pensamentos de outros indivíduos, coletivizando a autoria
tanto internamente – entre o grupo de residentes-editores – como socialmente, a
partir do empréstimo e da releitura da obra de pessoas como Hélio Oiticica,
Haroldo de Campos ou Ulises Carrión, processo compositivo indicado no sumário da
revista.
Projeto
gráfico
Discutido por seu
corpo editorial e executado pelo editor e designer Vitor César, é também pela
forma gráfica que a Tatuí edição 10 incorpora as discussões que permeiam seus
textos/poemas/ficções... constituindo-se a partir de apropriações/traduções de
identidades visuais genéricas (como livros de romance ou cartas datilografadas)
e de imagens, colecionadas ao longo do período da residência editorial e
identificadas aos conteúdos abordados na revista.
Tatuí
de Crítica de Arte
A Tatuí, revista de
crítica de arte com versões online (www.revistatatui.com) e impressa, surgiu
no Recife (PE) em 2006 a partir do encontro de críticos de arte em formação. Seu
primeiro número, em forma de fanzine, foi concebido durante o SPA das Artes
(evento anual de artes visuais da cidade), sob a ideia de uma crítica de
imersão, experimento de crítica de arte que pretendia não se vincular à
concepção de distanciamento crítico.
Nos números seguintes
da Tatuí, expandiram-se suas intenções editoriais. Contando com apoios pontuais
que em muito colaboraram com seu financiamento, a revista – mantendo seu caráter
de independência, experimentalismo e pluralidade – tem proposto debates aos
quais se agregam colaborações diversas cujos conteúdos alicerçam um observatório
acerca da arte hoje produzida, em especial, no Brasil. Atualmente, encontram-se
publicados nove números da revista, com tiragem média de 1.500
exemplares.
Oficina
“Experimentação editorial coletiva sobre crítica de arte”
Ementa
Tomando como ponto de
partida a experiência da revista Tatuí, suas editoras propõem esta oficina, que
tem por intenção a discussão acerca das possibilidades da crítica de arte a
partir da construção coletiva de um projeto editorial composto de textos e
outros tipos de conteúdo crítico, produzidos ao longo do período proposto.
Partindo dessa prática, pretende-se investigar a relação entre arte e crítica,
objeto e sujeito da análise, forma e conteúdo, pensamento e práxis, levando em
consideração as especificidades do contexto local. Ao final da oficina, ocorrerá
o lançamento do produto editorial, com debate aberto ao
público.
Público-alvo
A oficina é voltada
para todo aquele interessado em arte e seu debate crítico (história, sociologia,
filosofia, antropologia e crítica de arte, entre outros). Como a oficina
pretende gerar um produto editorial, é importante que os participantes tenham
interesse na escrita, bem como disponibilidade de tempo para produção de textos
(e/ou outros conteúdos) para além do horário dos encontros. A oficina é indicada
para no máximo 15 participantes.
Datas
e Horários
26 a 30 de outubro,
sendo de 14h às 18h no período de 26 a 29 (terça-feira a sexta-feira), e de 13h
às 17h no dia 30 (sábado). No dia da abertura da oficina (terça-feira, 26), será
lançada a revista Tatuí, edição nº 10, às 19h, com uma troca de ideias entre as
editoras e o público presente, no auditório do CCBNB-Fortaleza (3º
andar).
Ministrantes
da oficina
Ana
Luisa Lima (PE) – Editora da revista
Tatuí. Graduada no curso de Lic.
Ed. Artística/Artes Plásticas pela UFPE. Foi curadora do I Salão Universitário
de Arte Contemporânea – UNICO (SESC-PE), já escreveu diversos textos para
exposições e catálogos, é pesquisadora membro do Grupo de Pesquisa do MAMAM
(crítica e história da arte), Museu de Arte Moderna Aloísio Magalhães –
Recife-PE. É autora de um dos artigos do livro Artes Visuais: Conversando Sobre (Org.
Madalena Zaccara e Sebastião Pedrosa), Editora Universitária/UFPE, além de ser
crítica de arte convidada da Sala Recife.
Clarissa
Diniz (PE) Editora da revista
Tatuí. Crítica de arte, é graduada em Lic. Ed.
Artística/Artes Plásticas pela Universidade Federal de Pernambuco, UFPE. Membro
do coletivo Branco do Olho. Foi premiada com bolsa-pesquisa do 47º Salão de
Artes Plásticas de Pernambuco, a partir da qual publicou o livro Crachá – aspectos da legitimação artística
(Recife: Massangana, 2008). De curadorias desenvolvidas, destacam-se Encarar-se – Fernando Peres e Rodolfo
Mesquita (Museu Murillo La Greca, Recife-PE, 2008), O Lugar Dissonante, co-curadoria com Lucas
Bambozzi (Espaço Cultural Torre Malakoff, Recife-PE, 2009) e contidonãocontido, co-curadoria com Maria
do Carmo Nino e EducAtivo Mamam (Museu de Arte Moderna Aloísio Magalhães, 2010).
Tem textos publicados em revistas, catálogos e livros especializados. Foi
curadora assistente do Programa Rumos Artes Visuais 2008/2009 (Instituto Itaú
Cultural, São Paulo). Integra do Grupo de Críticos do Centro Cultural São Paulo,
CCSP.
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