BRASIL, BOLA DA
VEZ
Pesquisa
desenvolvida por Deloitte e IBRI revela a opinião e os planos de
investidores e profissionais de RI em relação aos megaeventos esportivos
Salvador, 14 de julho de 2010 – Os
megaeventos esportivos mundiais são reconhecidos globalmente por influenciar o
desempenho econômico, político e social de um País. Tomando como ponto de
partida esse grau de relevância, a Deloitte, em parceria com o IBRI
(Instituto
Brasileiro de Relações com Investidores), elaborou a pesquisa “Brasil, bola da
vez – Negócios e investimentos a
caminho dos grandes eventos esportivos”,
que traz informações sobre como a
realização da Copa de 2014 e da Olimpíada de 2016 deve influenciar na tomada de
decisões de companhias representadas pelos profissionais de RI e como os
investidores pretendem apostar nesses eventos.
Apesar dos dois eventos tenderem a influenciar a economia e os negócios
do País desde já, apenas 12% dos profissionais de RI entrevistados, que
representam companhias abertas atuando no Brasil, afirmaram possuir um plano
específico de atuação em andamento. Outros 14% já possuem um plano específico a
ser implantado, enquanto 35% disseram que planejam se preparar. A pesquisa
detectou ainda que 21% dos RIs não pretendem elaborar ou implementar um plano
específico de atuação junto às oportunidades geradas por esses eventos.
Entre as questões que esses públicos consideram essenciais para que o
Brasil realize de maneira satisfatória os megaeventos, estão a capacidade das
cidades-sede em concluir seus projetos e a administração dos investimentos
públicos aplicados nesses eventos.
Apesar de muitas dúvidas, os RIs precisam estar atentos às oportunidades
que os megaeventos podem trazer para suas empresas. Os investidores - também
entrevistados na pesquisa - já demonstram interesse e começam a agir. Um total
de 58% afirmou que pretende investir na Copa de 2014. Já para a Olimpíada de
2016, 61% já mostram interesse em futuros investimentos.
A pesquisa aponta que os investidores já começaram a avaliar projetos. No
segundo semestre de 2010, 24% dos investidores respondentes manifestaram
intenção de investir nas oportunidades geradas pela Copa do Mundo de 2014. Já no
segundo semestre de 2011, este percentual cresce para 65%. Com relação à
Olimpíada, no primeiro semestre de 2012, 26% têm intenção de investir. Para o
início de 2013, esse número cresce para 63%. Assim, quanto antes os RIs saírem
na frente, melhores oportunidades de investimentos podem ser negociadas.
Cerca de 70% dos profissionais de RI entrevistados afirmaram que ainda
não percebem essa demanda em suas empresas, uma vez que os investidores
nacionais e estrangeiros ainda não os procuraram.
Setores – Tanto para os investidores quanto para os RIs, os setores que
mais devem crescer em razão dos grandes eventos de 2014 e 2016 são a indústria
de construção (65%), turismo, hotelaria e lazer (55%) e, em terceiro lugar,
transporte aéreo e infraestrutura aeroportuária (53%). Os serviços públicos e
privados de segurança ficaram por último, com apenas 7%. Apesar de saúde estar
entre os itens possíveis de crescimento propostos pelo estudo, o setor não foi
assinalado.
Planejamento – Quando questionados sobre como será a preparação do Brasil
para a Copa do Mundo em comparação aos demais países que já sediaram o evento,
apesar de a maioria acreditar que planejamento, cumprimento de prazos e despesas
serão inferiores (42%, 55% e 75% respectivamente), os RIs avaliam que o retorno
dos investimentos das empresas será melhor ou equivalente aos demais países, com
85%.
Já sobre os aspectos positivos a serem proporcionados para o Brasil no
longo prazo, 67% dos RIs responderam que será a melhoria da imagem brasileira no
exterior, enquanto 63% acreditam na qualificação do País como pólo turístico
mundial. Um total de 54% apostam na internacionalização do País como a principal
vantagem.
Mercado de capitais – Quanto aos desafios para sediar os megaeventos
esportivos, eles são muitos, segundo os RIs. Entre os pontos mais desafiadores
estão garantir a infraestrurua geral e o cumprimento dos parâmetros
estabelecidos para os eventos; assegurar os compromissos assumidos pelo Governo
e ainda as responsabilidades e a coordenação eficiente entre os níveis de
Governo. Todos eles com praticamente 100% das respostas. A ampliação da
capitalização das empresas por meio do mercado de capitais é a ação menos
desafiadora para os respondentes.
A pesquisa foi realizada entre os meses de abril e maio de 2010 com a
participação de 60 profissionais de RI e 36 agentes investidores. A amostra
contempla todos os setores econômicos, com destaque para bancos e serviços
financeiros, energia, construção e materiais e serviços de transporte (66% do
total).
Sobre
a Deloitte
A Deloitte
oferece serviços nas áreas de Auditoria, Consultoria Tributária, Consultoria em
Gestão de Riscos Empresariais, Corporate Finance, Consultoria Empresarial,
Outsourcing, Consultoria em Capital Humano e Consultoria Atuarial para clientes
dos mais diversos setores. Com uma rede global de firmas-membro em 140 países, a
Deloitte reúne habilidades excepcionais e um profundo conhecimento local para
ajudar seus clientes a alcançar o melhor desempenho, qualquer que seja o seu
segmento ou região de atuação.
No Brasil, onde
atua desde 1911, a Deloitte é uma das líderes de mercado e seus cerca de 4 mil
profissionais são reconhecidos pela integridade, competência e habilidade em
transformar seus conhecimentos em soluções para seus clientes. Suas operações
cobrem todo o território nacional, com escritórios em São Paulo, Belo Horizonte,
Brasília, Campinas, Curitiba, Fortaleza, Joinville, Porto Alegre, Rio de
Janeiro, Recife e Salvador.
A Deloitte
refere-se a uma ou mais Deloitte Touche Tohmatsu, uma verein (associação)
estabelecida na Suíça, e sua rede de firmas-membro, sendo cada uma delas uma
entidade independente e legalmente separada. Acesse www.deloitte.com/about para a
descrição detalhada da estrutura legal da Deloitte Touche Tohmatsu e de suas
firmas-membro.
Sobre
o IBRI
O IBRI
(Instituto
Brasileiro de Relações com Investidores)
foi criado em junho de 1997 com o objetivo de valorizar o papel da comunidade de
profissionais de Relações com Investidores no Mercado de Capitais brasileiro e
contribuir para seu fortalecimento e aperfeiçoamento. Desde então, a entidade
tem obtido resultados expressivos graças a um trabalho bem direcionado e baseado
em uma estrutura administrativa que busca o máximo de
eficiência.
Presente
em São Paulo, Rio de Janeiro, Minas Gerais, Sul e Nordeste, o Instituto é uma
associação sem fins econômicos, que já congrega pessoas físicas, ligadas direta
ou indiretamente à área de R.I. (Relações com Investidores) de algumas das principais companhias do
País.
O
Conselho de Administração é o órgão administrativo máximo do IBRI, sendo
constituído por 09 membros. A Diretoria Executiva é indicada pelo Conselho para
mandatos de dois anos e tem como estrutura: um presidente executivo, um
vice-presidente e diretores regionais em SP, RJ, MG, Sul e NE. Existem ainda,
como órgãos permanentes, o Conselho Fiscal, o Comitê Superior de Orientação,
Nominação e Ética, a Comissão Técnica e as Comissões de Divulgação, de
Desenvolvimento Profissional, Internacional, Sustentabilidade e de Novos
Associados.
O
IBRI e a Apimec coordenam o CODIM – Comitê de Orientação para Divulgação de
Informações ao Mercado – do qual participam outras seis entidades do mercado. O
CODIM é um órgão que objetiva disseminar as melhores práticas de divulgação de
informações pelas empresas.
A
filosofia de trabalho do IBRI inclui a valorização de parcerias com entidades do
mercado nacional e internacional que tenham objetivos em comum com a área de
R.I. Nesse sentido, o IBRI compreende que as parcerias desenvolvidas têm sido
capazes de gerar valor para os associados, além de contribuir para enriquecer as
discussões técnicas junto a órgãos oficiais – com os quais possui acordo firmado
– como a CVM (Comissão de Valores Mobiliários) e instituições como a
BM&FBOVESPA.
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