Ouço e também tenho há muito tempo dúvidas sobre a segurança e a lisura da
adoção da urna eletrônica brasileira. Com a ocorrência dos vários escândalos
políticos que assolam Brasília promovidos pelos que se encontram e dominam o
poder, a população mais esclarecida anda cada vez mais desconfiada e insegura
quanto à honestidade do sistema.
Mesmo com a certeza da boa
intenção do TSE, a dúvida permanece. Basta um
funcionário ou um técnico eletrônico corrupto — e dinheiro para esta corrupção
existe e muito—, para que um comando venha a ser modificado visando privilegiar
certamente quem já está encastelado no poder, para que haja uma mudança no
resultado do pleito. Por mais avançado que o sistema possa ser, todos sabemos
que “hackers” violam cotidianamente os mais sofisticados sistemas de segurança
eletrônicos implantados.
O que sugiro é a adoção aleatória
de urnas eletrônicas com comprovantes em papel, como acontece com cartões de
crédito, que seriam confrontados com os resultados do voto eletrônico, ou seja,
o eleitor de uma determinada urna, além de votar eletronicamente receberia uma
comprovação de em quem votou e esta seria depositada em uma urna cujo resultado
seria confrontado com o do sistema eletrônico. Bastaria que esse sistema de
controle atingisse não muito mais do que 1% do total das urnas, para que a
dúvida quanto à honestidade do pleito fosse sanada.
Acho que a adoção de uma medida
simples como aquela poderia em muito afiançar a honestidade e a lisura das
eleições. Deixaria em todos nós eleitores uma maior confiança no resultado e,
ainda, serviria ao Tribunal Superior Eleitoral como respaldo da sua eficiente
atuação. Essa seria uma medida barata, simples de ser implantada e que deveria
ser supervisionada pelos partidos políticos, não só quanto à apuração, mas
também quanto ao sorteio da distribuição das seções eleitorais que deveriam
adotar tal sistema comprobatório.
Mesmo em tempos de democracia como
vivemos, os cuidados com a liberdade devem ser permanentemente monitorados e a
adoção de medidas preventivas podem ser, ao lado da imprensa livre, a segurança
de toda uma nação contra os extremistas que se aboletam no poder e que se
utilizam de todos os meios para nele permanecer.
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