segunda-feira, 26 de outubro de 2009

Pagar dívidas, fazer compras ou investir?




A gripe A1N1 perdeu espaço na mídia, os escândalos políticos não têm a força que tinham no passado, as notícias sobre a economia voltam a dominar o dia a dia e os consumidores começam a fazer contas sobre o 13º salário, compras de Natal e férias de verão. Diante disso, algumas dúvidas surgem, como: Qual o real cenário? O que fazer? Investir, gastar, pagar contas?
Para Mauro Giorgi, gestor de recursos da Hera Investment, em 12 meses, muitas mudanças ocorreram e os consumidores e investidores precisam estar atentos. Giorgi alerta que o Banco Central procedeu a uma redução muito forte das taxas de juros básicas da Economia, mas os bancos, principalmente os privados, não repassaram toda essa baixa. Porém, já há um ambiente novo.
O especialista avalia que, por todos os cidadãos serem tanto investidores e consumidores, como devedores e credores, há um equilíbrio pertinente para a situação atual. “Todos os recursos extras, sejam 13º salário ou bônus, devem ser direcionados para o pagamento de dívidas. Mesmo que a taxa de juros tenha recuado, a diferença entre as taxas de aplicação e a de pagamento é desfavorável de uma maneira muito forte. Por mais que vejamos o governo procurar caminhos para redução desta diferença, a mesma permanecerá elevada ainda por um bom tempo”, avalia.
Com relação ao consumo, Mauro Giorgi considera que as compras à vista ainda são a melhor opção, mas as compras a prazo estão com os juros em queda. “O consumidor deve sempre visualizar os prazos até seis meses, cujas taxas são mais baixas”, lembra o executivo. Para ele, é importante ressaltar que apesar de se notar uma mudança estrutural nos juros no Brasil, nada impede que se encontrem taxas mais altas ao final de 2010, por esses indicadores serem variáveis.

Nenhum comentário:

Postar um comentário